Poema: Transmutação

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Preciso desse amor beber.

Desse amor que trazes recôndito

P’ra que jamais vivalma o deixe florescer.

Careço esgarradamente desse amor maldito!

Rosas quebradas no meu âmago,

Tulipas cheias de nada que aconchego,

Desejo apenas a noite abençoada

Pelo sol que brilha em segredo.

Vem até mim alvorada perdida,

Vem até à tua dona insensata!

Que nesta noite desprendida,

A ti se sente ad aeternum grata.

Ouso desse insano amor tragar.

Atrevo-me cheia de intento.

Consente à rosa transmutar!

Que não seja derruída p’lo vento!