Poema: Lua de bruma

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Lua soturna,

Sol de janeiro

Que ele escarna.

Fariseu inteiro.

Conjectura melindrosa,

Impura prontidão,

De estriga escabrosa,

Que emana escuridão.

Lua críptica

Repleta de bruma,

Mítica céltica,

Que alva se esfuma.

Poema: Transmutação

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Preciso desse amor beber.

Desse amor que trazes recôndito

P’ra que jamais vivalma o deixe florescer.

Careço esgarradamente desse amor maldito!

Rosas quebradas no meu âmago,

Tulipas cheias de nada que aconchego,

Desejo apenas a noite abençoada

Pelo sol que brilha em segredo.

Vem até mim alvorada perdida,

Vem até à tua dona insensata!

Que nesta noite desprendida,

A ti se sente ad aeternum grata.

Ouso desse insano amor tragar.

Atrevo-me cheia de intento.

Consente à rosa transmutar!

Que não seja derruída p’lo vento!