Sonhos de Liberdade

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    Em petizes nos fazem crer Que de outrem carecemos Para lograr proveito e vencer. Ora, tal não tem jeito! Constitui preconceito, Inibindo-nos de crescer.   A bem-aventurança jaz Longe daqueles que cogitam Que de outros precisam. E nada lhes apraz Enquanto ermos caminham. As suas mentes enviesam, Roubando-lhes a paz.   Tristes os …

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  Bebo dos teus olhos verdes Atentos, enchem-me o peito. Naquelas insignes tardes, Inda cogitas a meu respeito?   Torrentes de afeto e ternura Adejam no leito da amizade. O coração aguarda com doçura Teu espírito são, de bondade.   Às vezes perco-me em ti, Por reconhecer a tua intrepidez Que celeremente reconheci De outros …

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  Sol da minha vida, Sinfonia tocando em adágio, Luar refletido no rio, Apenas em ti ensejo guarida.   Teus olhos ternos e penetrantes, Sinalizando vivências penosas, Imploram-me beijos constantes, Encher-te de carícias afetuosas.   Em nenhum outro momento, Desta forma me senti. Querendo dar todo o meu alento A um amor que, de tão …

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Do teu regaço faz-se luz. Doce rebento que brota puro, Crescendo se torna cruz, Mas nada lhe deduzirás de obscuro. Pois amor de mulher é cabal. Imutável, irrestrito e imortal. Na alquimia do afeto é ouro. Não há muro que lhe vede este tesouro E abale seu sentimento abissal. Sua condição é laboriosa, Ainda que …

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Oscilações viscerais, Dois corações tais Que batem iguais. Na calçada o pintassilgo dança. Daqui a pouco chora a criança, E aqui arcamos a temperança. Observas-me em jeito vivaz Com os teus olhos de amêndoa sagaz, Reluzindo, plenos de esperança. E batem iguais Dois corações tais, Oscilações viscerais, Aguardando a bonança.

    Por vezes perco-me na contemplação das tuas feições. Estas intrigam-me profundamente pois iluminam sentimentos distintos de um instante para o outro. Tanto vejo em ti o olhar afectuoso de quem almeja algo de magnânimo, como observo uma frieza equiparável ao Nabão em dias invernosos. Na verdade, não são inusuais os momentos em que me tomo pela …

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Não foi, de todo, intencional Quedar-me nesse terno olhar. Juro que não foi proposital ! Pois, quem haveria de cogitar Que dois corações de cristal Desabassem ali naquele cruzar De contemplação impetuosa? Afinal, quem haveria de ocasionar Que de tamanho estilhaçar Resultasse tal obra insidiosa?!

Preciso desse amor beber. Desse amor que trazes recôndito P’ra que jamais vivalma o deixe florescer. Careço esgarradamente desse amor maldito! Rosas quebradas no meu âmago, Tulipas cheias de nada que aconchego, Desejo apenas a noite abençoada Pelo sol que brilha em segredo. Vem até mim alvorada perdida, Vem até à tua dona insensata! Que …

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