Sonhos de Liberdade

Copyright © All rights reserved

  Sol da minha vida, Sinfonia tocando em adágio, Luar refletido no rio, Apenas em ti ensejo guarida.   Teus olhos ternos e penetrantes, Sinalizando vivências penosas, Imploram-me beijos constantes, Encher-te de carícias afetuosas.   Em nenhum outro momento, Desta forma me senti. Querendo dar todo o meu alento A um amor que, de tão …

Continue a ler

Do teu regaço faz-se luz. Doce rebento que brota puro, Crescendo se torna cruz, Mas nada lhe deduzirás de obscuro. Pois amor de mulher é cabal. Imutável, irrestrito e imortal. Na alquimia do afeto é ouro. Não há muro que lhe vede este tesouro E abale seu sentimento abissal. Sua condição é laboriosa, Ainda que …

Continue a ler

Oscilações viscerais, Dois corações tais Que batem iguais. Na calçada o pintassilgo dança. Daqui a pouco chora a criança, E aqui arcamos a temperança. Observas-me em jeito vivaz Com os teus olhos de amêndoa sagaz, Reluzindo, plenos de esperança. E batem iguais Dois corações tais, Oscilações viscerais, Aguardando a bonança.

    Por vezes perco-me na contemplação das tuas feições. Estas intrigam-me profundamente pois iluminam sentimentos distintos de um instante para o outro. Tanto vejo em ti o olhar afectuoso de quem almeja algo de magnânimo, como observo uma frieza equiparável ao Nabão em dias invernosos. Na verdade, não são inusuais os momentos em que me tomo pela …

Continue a ler

Não foi, de todo, intencional Quedar-me nesse terno olhar. Juro que não foi proposital ! Pois, quem haveria de cogitar Que dois corações de cristal Desabassem ali naquele cruzar De contemplação impetuosa? Afinal, quem haveria de ocasionar Que de tamanho estilhaçar Resultasse tal obra insidiosa?!

Ponderemos nas dissimulações que usamos, nas máscaras e vestes que ostentamos, nos sorrisos inautênticos que delineamos, nos punhos que cerramos quando ninguém vê. Reflictamos sobre esta mestria do disfarce que todos já empregámos, sem excepção, pelo menos uma vez na nossa existência. Debrucemo-nos sobre esta circunstância transversal à nossa caminhada mundana… Tiremos, por fim, aquele tapete impuro e sórdido …

Continue a ler

“Apenas escreves sobre ti”, constatam determinadas vozes atentas. De facto, encontro-me no meu aprazível nicho quando os meus dedos decidem tomar uma alma contrastiva para aliviar aquela ferroada resultante de um qualquer impulso interior. Este ímpeto deve-se, geralmente, a certa dor intrínseca que pousa em mim naquele particular dia. E depressa me entrego a um perscrutar incisivo de folhas de …

Continue a ler