Sonhos de Liberdade

Copyright © All rights reserved

giphy (2)

Estava aqui a cogitar para com os meus botões que já era tempo de passar para o “papel” estes meus desabafos rotineiros sobre o estado político e sócio-económico português, imbuídos deste meu tónico fortemente ideológico que me caracteriza.

De facto, quem me conhece sabe que em relação a politiquices prefiro apenas falar quando sinto que há algo que me perturba tão completamente que não ficar calada torna-se um imperativo para mim. Sou uma pessoa de causas, certamente. Sou uma pessoa moderada, mas não-conformista. Assim fui educada, ou não faria jus aos meus intrépidos avós que sempre lutaram por uma sociedade melhor e mais justa para todos. E ultimamente, há, sem dúvida, algo que me transtorna transversalmente o meu âmago e me incita a estar aqui deambulando nos meus ideais mais profundos…

O estado do meu país! Fala-se da (falta de) legitimidade democrática para um Governo de esquerda. Para alguém com formação base em Direito como eu, isto não poderia fazer o menor sentido. Minha gente, leiam por favor! Leiam a Constituição do vosso país! Leiam a honrada letra que assegurou para todos o direito de ler o que bem desejam. Leiam a Lei das Leis da nossa nobre e jovem democracia. A Lei que assegura todos os vossos direitos mais básicos e toda a dignidade deste povo. Informem-se por favor! Pois o que é certo é que esta nossa Lei legitima plenamente um Governo de esquerda. Reparem… tratam-se de eleições legislativas, e não de eleições governativas. Nada impede de os partidos se unirem como bem configurarem para criar uma maioria estável de Governo. Pelo contrário, até se incentiva a que essa maioria se estabeleça!!

É verdade que pertenço ao quadro ideológico da esquerda moderada que defende a manutenção dos tratados e preconiza uma sociedade de mérito. Pois, na minha modesta opinião, há que premiar quem se distingue no seu trabalho ou corremos o risco de estagnar produtivamente. Todavia, tenho o maior apreço por todos os partidos mais à esquerda que lutam por uma sociedade mais equitativa e menos divergente. As suas convicções não me assustam, tendo em conta que as mesmas se baseiam na obtenção de um amanhã mais sorridente para todos e não só para aqueles que pertençam ao “1%”.

Tal como a base doutrinária do PSD não me atemoriza. Há que ter em mente que a social-democracia, tal como o Doutor Francisco Sá Carneiro fomentava, também é extremamente honrosa, visto que defende a redistribuição da riqueza, a justiça e o bem-estar social. Contudo, ao longo dos anos assistimos à passagem do PS mais para o centro devido às crispações internas, e do PSD mais para a direita. Um empurrão que deixou muitos desamparados na sua linha de pensamento, sem saber em qual partido afinal se reviam. Eu revejo-me, indubitavelmente, na linha mais à esquerda do PS. Esta linha existe, pois como em todos os grupos constituídos por seres humanos, é normal existirem desfasamentos de ideias. O importante é que a integridade dos valores primordiais seja mantida, e isso sinto que se suceda, pelo menos por ora.

Em suma, não tenham medo da mudança de paradigma que se avizinha. Tenham esperança! O caminho atinge-se caminhando. Vida longa à democracia!

Pippa*

Deixa um comentário

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: