Poema: Lua de bruma

Moon-and-clouds-1080P-widescreen-wallpaper-1920x1080-0-50a16aa327a96-6593

Lua soturna,

Sol de janeiro

Que ele escarna.

Fariseu inteiro.

Conjectura melindrosa,

Impura prontidão,

De estriga escabrosa,

Que emana escuridão.

Lua críptica

Repleta de bruma,

Mítica céltica,

Que alva se esfuma.

Poema: Transmutação

p1000892 (1)

Preciso desse amor beber.

Desse amor que trazes recôndito

P’ra que jamais vivalma o deixe florescer.

Careço esgarradamente desse amor maldito!

Rosas quebradas no meu âmago,

Tulipas cheias de nada que aconchego,

Desejo apenas a noite abençoada

Pelo sol que brilha em segredo.

Vem até mim alvorada perdida,

Vem até à tua dona insensata!

Que nesta noite desprendida,

A ti se sente ad aeternum grata.

Ouso desse insano amor tragar.

Atrevo-me cheia de intento.

Consente à rosa transmutar!

Que não seja derruída p’lo vento!

 

Precisava do meu canto

Typewriter-2

Há muito que ansiava por um espaço meu. Um lugar dedicado exclusivamente à escrita em português. Antes de mais, não me levem a mal dizer isto, adoro a nossa nobre língua, contudo, tenho de admitir que escrever em inglês tem sido libertador e tem, sem dúvida, ampliado as minhas capacidades literárias.Tudo por conta do meu antigo blog “Girly Dreams“. Todavia, sentia a necessidade de retornar às raízes, à minha língua mãe: o português. Precisava do meu canto. E aqui estou. Espero que este projecto seja frutífero e que vos consiga prender nesta viagem pelo meu universo literário, pelos meus sinceros pontos de vista, pela minha descrição da actualidade.

Philippa S.*  Copyright © All rights reserved

Fonte da Imagem